Filmes

Maurício de Souza prepara live action da Turma da Mônica

Interessados em interpretar a turminha tem até dia 15 de maio para se inscrever; produção será trilogia


 

 

Direção fica por conta de Daniel Rezende, mas com supervisão de Mauricio. Foto: Divulgação

 

Mônica, Magali, Cascão, Cebolinha e companhia, os personagens mais famosos da ficção infantil brasileira, também conhecidos em outros 29 países, vão sair dos quadrinhos para as telonas novamente, mas dessa vez 'em carne e osso'. Pela primeira vez, em mais de 50 anos de existência, o criador das personagens da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, produzirá um filme com atores reais e busca por crianças em todo o País para interpretá-los.

A produção dá início à uma trilogia para os cinemas: 'Laços'. Baseada em história já publicada nos quadrinhos, em formato de graphic novel, narra o amor incondicional do Cebolinha pelo seu cão desaparecido Floquinho, em aventura com Mônica, Magali e Cascão. Tanto, que o primeiro 'ator' confirmado na produção é um cãozinho da raça Lhasa Apso, que dá vida no mundo real ao bichinho de estimação de Cebolinha.



O desenhista seleciona crianças do Amazonas e de outros Estados brasileiros para interpretar os personagens no live action. Os interessados podem se inscrever gratuitamente pelo site turmadamonicaofilme.com.br, até 15 de maio.

Laços

No roteiro, Floquinho desaparece e o seu dono, Cebolinha, conta com a ajuda dos amigos Mônica, Magali e Cascão em um plano infalível para encontrá-lo. A história une o clássico dos personagens do Mauricio de Sousa a uma narrativa repleta de emoções e perigos, roteirizada e desenhada por Lu e Vitor Caffagi. O filme, que chegará aos cinemas do Brasil e da América Latina em junho de 2018, é uma coprodução da Quintal Digital e Latina Estúdio com a Mauricio de Sousa Produções.

Para participar 

As inscrições dos candidatos devem ser realizadas por seus responsáveis legais, sendo que as idades mínima e máxima exigidas são de oito e 12 anos completados em 2017, respectivamente. É obrigatório que os candidatos apresentem boa frequência na escola e aproveitamento escolar satisfatório em instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

O site do filme disponibilizará formulário pelo qual deverão ser enviados até três fotos junto com link do YouTube, em até 1 (um) minuto de duração, com performance artística de livre escolha da criança relativa ou não aos personagens dos quadrinhos. Para concluir o cadastro, os representantes também deverão disponibilizar os seus contatos (telefone e e-mail), além informações sobre perfis e medidas pessoais dos aspirantes. Não é exigido o registro profissional para atores, popularmente conhecido por ‘DRT’.

Todo o processo seletivo, gratuito, será realizado na cidade de São Paulo e os locais serão informados com antecedência aos candidatos pela produção do longa. Envolve audições e testes de atuação artística, entre maio e julho, além de oficinas e laboratórios de vídeo, em agosto. Possíveis despesas com transporte, acomodação e alimentação de candidatos e seus responsáveis legais durante esse período deverão ser arcadas de forma exclusiva pelos participantes.

As crianças serão avaliadas por uma banca liderada pelo diretor de ‘Laços’, Daniel Rezende, e que também será composta por produtores da Quintal Digital e da Latina Estudio. Todas as etapas de produção são supervisionadas pelo pai da Turminha, que se diverte diante de uma ansiedade incontida em ver as suas criaturas humanizadas. “Será que abriremos mão do roteiro original e o Floquinho virá com pelagem branca ou manteremos o esverdeado que o consagrou? E o Cebolinha, virá só com poucos fios de cabelos espetados ou lhe daremos uma cabeleira mais generosa?”. A brincadeira também questiona a percepção dos fãs sobre a adaptação que o cinema exige.

Critérios

“Como seria se a Turminha existisse de verdade?”. Esta é a questão que, segundo o produtor executivo Cao Quintas, norteia todo o trabalho da equipe de produção. Desde a criação do primeiro personagem – o Cebolinha em 1960 – Mauricio de Sousa sempre se pautou pela observação do cotidiano de gerações de crianças e da família dentro e fora do Brasil. “São hábitos, características e tipos diversos, que traduzem a identidade social de vários povos dentro e fora do Brasil, como a dislalia do Cebolinha e o prazer pela comida ainda na infância representado pela Magali, o amor pelos animais de estimação como Floquinho, entre outros aspectos”, explica o desenhista. Quintas ainda ressalta o resgate dos valores universais que os personagens transmitem. “O filme mostrará a origem dos Laços que mantêm a Turminha unida há mais de 60 anos”, revela.

De acordo com Rezende, o principal critério para seleção levará em conta a similaridade entre essas personalidades dos quadrinhos com as características dos candidatos. “Nós não queremos, e nem conseguiríamos, moldar a espontaneidade dessas crianças àquilo que já existe na ficção. Por isso estamos em busca do que há de mais próximo entre o mundo real com a criação do Mauricio. É uma troca entre esses dois lados”, explica. As outras qualidades que serão avaliadas nos candidatos são talento artístico, desenvoltura em cena e interação entre atores.

Questionado sobre as futuras cobranças dos fãs, Rezende afirma: “Manteremos boa parte das características dos personagens, mas é certo que o público pode esperar por novidades. Isso porque o cinema explora bem o sentido visual e trabalha com imagem em movimento, diferente dos quadrinhos. Então, estamos avaliando como serão as passagens de câmeras e dos atores em cena, assim como figurinos e maquiagem, por exemplo. Temos uma equipe que já pesquisa e desenvolve vários testes de adaptação”.

Rezende diz que existe grande possibilidade de novos personagens serem criados especialmente para o filme ‘Laços’ e manda um recado para adultos e crianças. “Nem eu, nem o Mauricio de Sousa, incentivamos a competição entre os candidatos que vão participar da seleção. Por favor, entendam muito mais como um processo em que se busca extrair a similaridade da ficção com o mundo real do que com uma disputa”, afirma.


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Maurício de Souza prepara live action da Turma da Mônica

Interessados em interpretar a turminha tem até dia 15 de maio para se inscrever; produção será trilogia

Redação

jornalismo@portalamazonia.com


 

 

Direção fica por conta de Daniel Rezende, mas com supervisão de Mauricio. Foto: Divulgação

 

Mônica, Magali, Cascão, Cebolinha e companhia, os personagens mais famosos da ficção infantil brasileira, também conhecidos em outros 29 países, vão sair dos quadrinhos para as telonas novamente, mas dessa vez 'em carne e osso'. Pela primeira vez, em mais de 50 anos de existência, o criador das personagens da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, produzirá um filme com atores reais e busca por crianças em todo o País para interpretá-los.

A produção dá início à uma trilogia para os cinemas: 'Laços'. Baseada em história já publicada nos quadrinhos, em formato de graphic novel, narra o amor incondicional do Cebolinha pelo seu cão desaparecido Floquinho, em aventura com Mônica, Magali e Cascão. Tanto, que o primeiro 'ator' confirmado na produção é um cãozinho da raça Lhasa Apso, que dá vida no mundo real ao bichinho de estimação de Cebolinha.



O desenhista seleciona crianças do Amazonas e de outros Estados brasileiros para interpretar os personagens no live action. Os interessados podem se inscrever gratuitamente pelo site turmadamonicaofilme.com.br, até 15 de maio.

Laços

No roteiro, Floquinho desaparece e o seu dono, Cebolinha, conta com a ajuda dos amigos Mônica, Magali e Cascão em um plano infalível para encontrá-lo. A história une o clássico dos personagens do Mauricio de Sousa a uma narrativa repleta de emoções e perigos, roteirizada e desenhada por Lu e Vitor Caffagi. O filme, que chegará aos cinemas do Brasil e da América Latina em junho de 2018, é uma coprodução da Quintal Digital e Latina Estúdio com a Mauricio de Sousa Produções.

Para participar 

As inscrições dos candidatos devem ser realizadas por seus responsáveis legais, sendo que as idades mínima e máxima exigidas são de oito e 12 anos completados em 2017, respectivamente. É obrigatório que os candidatos apresentem boa frequência na escola e aproveitamento escolar satisfatório em instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

O site do filme disponibilizará formulário pelo qual deverão ser enviados até três fotos junto com link do YouTube, em até 1 (um) minuto de duração, com performance artística de livre escolha da criança relativa ou não aos personagens dos quadrinhos. Para concluir o cadastro, os representantes também deverão disponibilizar os seus contatos (telefone e e-mail), além informações sobre perfis e medidas pessoais dos aspirantes. Não é exigido o registro profissional para atores, popularmente conhecido por ‘DRT’.

Todo o processo seletivo, gratuito, será realizado na cidade de São Paulo e os locais serão informados com antecedência aos candidatos pela produção do longa. Envolve audições e testes de atuação artística, entre maio e julho, além de oficinas e laboratórios de vídeo, em agosto. Possíveis despesas com transporte, acomodação e alimentação de candidatos e seus responsáveis legais durante esse período deverão ser arcadas de forma exclusiva pelos participantes.

As crianças serão avaliadas por uma banca liderada pelo diretor de ‘Laços’, Daniel Rezende, e que também será composta por produtores da Quintal Digital e da Latina Estudio. Todas as etapas de produção são supervisionadas pelo pai da Turminha, que se diverte diante de uma ansiedade incontida em ver as suas criaturas humanizadas. “Será que abriremos mão do roteiro original e o Floquinho virá com pelagem branca ou manteremos o esverdeado que o consagrou? E o Cebolinha, virá só com poucos fios de cabelos espetados ou lhe daremos uma cabeleira mais generosa?”. A brincadeira também questiona a percepção dos fãs sobre a adaptação que o cinema exige.

Critérios

“Como seria se a Turminha existisse de verdade?”. Esta é a questão que, segundo o produtor executivo Cao Quintas, norteia todo o trabalho da equipe de produção. Desde a criação do primeiro personagem – o Cebolinha em 1960 – Mauricio de Sousa sempre se pautou pela observação do cotidiano de gerações de crianças e da família dentro e fora do Brasil. “São hábitos, características e tipos diversos, que traduzem a identidade social de vários povos dentro e fora do Brasil, como a dislalia do Cebolinha e o prazer pela comida ainda na infância representado pela Magali, o amor pelos animais de estimação como Floquinho, entre outros aspectos”, explica o desenhista. Quintas ainda ressalta o resgate dos valores universais que os personagens transmitem. “O filme mostrará a origem dos Laços que mantêm a Turminha unida há mais de 60 anos”, revela.

De acordo com Rezende, o principal critério para seleção levará em conta a similaridade entre essas personalidades dos quadrinhos com as características dos candidatos. “Nós não queremos, e nem conseguiríamos, moldar a espontaneidade dessas crianças àquilo que já existe na ficção. Por isso estamos em busca do que há de mais próximo entre o mundo real com a criação do Mauricio. É uma troca entre esses dois lados”, explica. As outras qualidades que serão avaliadas nos candidatos são talento artístico, desenvoltura em cena e interação entre atores.

Questionado sobre as futuras cobranças dos fãs, Rezende afirma: “Manteremos boa parte das características dos personagens, mas é certo que o público pode esperar por novidades. Isso porque o cinema explora bem o sentido visual e trabalha com imagem em movimento, diferente dos quadrinhos. Então, estamos avaliando como serão as passagens de câmeras e dos atores em cena, assim como figurinos e maquiagem, por exemplo. Temos uma equipe que já pesquisa e desenvolve vários testes de adaptação”.

Rezende diz que existe grande possibilidade de novos personagens serem criados especialmente para o filme ‘Laços’ e manda um recado para adultos e crianças. “Nem eu, nem o Mauricio de Sousa, incentivamos a competição entre os candidatos que vão participar da seleção. Por favor, entendam muito mais como um processo em que se busca extrair a similaridade da ficção com o mundo real do que com uma disputa”, afirma.

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